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Mãe, ser de estrutura sublime

que herdara da grande Natureza

o dom de reproduzir em seu ventre um novo ser.

Força superior que rege o instinto de cuidado e proteção.

Indivíduo que se perde nesse coletivo, que se dissipa

e às vezes se perde enquanto unidade.

Que às vezes precisa se distanciar, ainda que com dor, para se lembrar de quem realmente és.

Mulher, que precisa de um dia para ser lembrada

e venerada por sua grandiosidade de doação e amor.

Pudera!

Ela é o ser que sofrendo em silêncio muitas vezes é incompreendida. Talvez seja o único ser capaz de deixar as próprias necessidades para servir com grande amor. 
    Mas também existem aquelas que talvez não o são por vontade, mas por acaso ou destino.

Que mesmo dentro de um imenso conflito fazem o que podem, se desdobram, desabrocham, como as pétalas de uma flor.
Não me esqueço daquelas que rejeitam, que abortam ou que abandonam.

Suas dores não são levadas em consideração, são julgadas sem empatia.

Não deixaram de ser mães, gestaram...

a beleza da vida multiplicando em seu ventre a torna mãe pela eternidade.

Independentemente de suas particularidades, dificuldades ou eventualidades,

passaram pela magia, ainda que não estivessem em sintonia com ela.

Também são louváveis, ainda que a sociedade a massacre dizendo que “isso não serve para ser mãe”.

Se não servisse a natureza não teria lhe dado um ventre fértil.

Nada acontece sem que a permissão das forças superiores deem o aval. 
Mães de todos os jeitos, tipo, formas...

Com suas particularidades, individualidades esquecidas, perdidas...

São mães.

Representações na terra de uma grande expressão maior, aquela sublime que gestara todo um universo.

Mulher mãe, desdobramento da pureza da divindade, ainda que complicada na matéria.
Bravas, amorosas, carinhosas ou reservadas... Todas passam pela dor e pela magia de ser MÃE! 
E que bom que há um dia, ainda que seja tomado por certas convenções sociais e muito aproveitamento comercial,

porque pelo menos assim elas terão sempre um dia no ano para serem revalorizadas, exaltadas, compreendidas e amadas, direito que desejo que se torne natural do no coração de todos por todos os dias.

​

Pollyanna Ranieri

Dia das Mães 2020

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