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A DITA CUJA: TEXTOS FEMININOS

Bem e Mal
O interior invadido pelas estações do ano
Ou ainda pelas fases da lua
E o verão trouxe a luz do coração
O inverno, o frio e escuridão
Quem disse que amor e ódio não ocupam o mesmo lugar,
Jamais experimentou a condição humana de ser
E anjos e demônios que são a mesma parte de Deus
Assim como emoções sublimes e inferiores.
A luta constante só é superada
No dia em que decidimos não mais lutar.
E percorrendo esta longa estrada
O caminho nos leva a sublimar
E de que adianta se esforçar
Em mudar algo que não existe
Pois se pararmos pra pensar
Nada disso vive
O real no além está
E de lá não sairá
Tanto faz as coisas pequenas
Que talvez o lado obscuro veja grande
Meu olhar quanto mais interno
Mais vê aquele semblante
Que me diz que o Ser Eterno
Está na simplicidade pulsante
E assim eu percebo de vez Que nada
mais importa
De um lado ou de outro, Fecharei a minha porta para
percorrer na solidão
O Eterno Agora
Que a Luz do centro invada meu coração
Me tirando desta lamentação
De viver tomando partido
Simplesmente por pura emoção
Com segurança eu vou
Rumo ao caminho do meio
Se não a pé, levanto vôo
Seguindo ao junto ao Teu SEIO.
16 de novembro de 2015
Pollyanna Raniery
Sonhadora, mas com os pés no chão, busco a liberdade dentro do coração, mas ainda
presa à limitação. Filha, esposa, psicóloga e mãe com muita intensidade.
Busco na arte a libertação de meu Ser, na arte de pintar, escrever e viver.
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