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A Boa Hora

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A silhueta da cidade está sombreada
Por um tipo de sol triste, esvanecente,
parece que sabe o Astro Rei
da miséria da mulher eclipsada
que volta para casa dilacerada
depois de um dia consumado. 
De dentro da sua vida ela cria,
imagina em seu ventre
Astro, novo, potente
Fiel as alegrias e ao bom viver.
O Caminho para casa é longo esburacado,
o Conforto alucinado é 
um sonho acordado que a mulher prefere à morrer.
No alto está o Olimpo
De grande riqueza e felicidade
os deuses ao ventre prestam homenagens,
o menino pula ao perceber
as crianças astros decidindo aprender,
brincam com os destinos 
dos homens na cidade
seres pequeninos a viver. 
O Ônibus passa pela periferia de sua alma,
e as linhas amontoadas
servem para as roupas douradas do novo deus a nascer.
O ponto Final revelado,
um liquido perfumado
antecede o menino 
e o parto enluarado
traz ao colo da mãe ex desesperada 
um menino transparente 
cheio de esperança e contente.

​

Maria Gaby

© 2017 por A Dita Cuja: Textos Femininos. Orgulhosamente criado com Wix.com

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