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Labirintos

​

Há labirintos que me roubam de mim

São voltas, portas, pontas, cantos

Que me tiram de mim

Me confundem;  atordoam

Tiram o prumo

Me roubam do leme

Me deixam no escuro

Me jogam na lama

Choro, grito,

Me perco, me escondo

Recuo

Fico insegura, perdida, aflita

Um mar de incertezas e

inverdades vem à cabeça

O que eram águas claras, tornam-se turvas

O caminho que via claro e aberto, torna-se um emaranhado de possibilidades.

O céu azul torna-se cinza

Mas logo me recomponho, seco as lágrimas.

Meu coração se enche de esperança e coragem

E com um sorriso no rosto, torno-me a minha própria bússola.

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Walkíria Tércia

18/04/2020

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